quinta-feira, 3 de abril de 2008

Você é vendedor de melancia ou comunicador?
















Locutor ou comunicador - Qual a diferença?

Existem muitos radialistas que mesmo depois de anos de experiência ainda não sabem diferenciar um locutor de um comunicador. A diferença é grande, sendo que o locutor é a peça chave para auxiliar na apresentação ou na venda de algum produto, daí a necessidade do locutor ter voz bonita, boa dicção e desenvoltura, já o comunicador é aquele que fala, conversa com o ouvinte, explora vários assuntos e sabe o que está dizendo. Mas o que percebemos é que existem nas rádios são vendedores de melancia achando que anunciar e desanunciar música, falar a hora certa e fazer perguntas do tipo: Que música você quer ouvir maria rapa côco? ...Oferece pra quem?! Ok maria rapa côco. ciao! E ainda acham que são estrelas. ...Estrelinhas e de décima quinta grandeza. Que os céus, as estrelas e as melancieiras nos perdoem. A seguir um pequeno trecho do texto de Mônica Sampaio uma grande profissional de comunicação.

Essa é a diferença.
O locutor, normalmente, não tem autonomia em sua fala; ele é escolhido pela sua voz e pela sua interpretação. Já o Comunicador, este sim, é escolhido pela sua postura; pela sua comunicabilidade. Mas, locutor ou comunicador , o importante e fundamental é que saiba fazer bem o seu trabalho. E ter em mente que a postura ética e profissional é um fator relevante em sua carreira. Ética É muito comum encontrarmos locutores que reclamam do estilo imposto pelos seus patrões. Ora, mas vamos analisar, juntos, essa questão. Quem é o proprietário do produto ou do veículo? Quem é que arca com as despesas e com todas as conseqüências? Não é o patrão/cliente? Portanto, mais do que justo ele determinar como quer o resultado. Cabe ao locutor, já que aceitou o trabalho, obedecer. Isso se chama profissionalismo.
Formação Profissional Um aspecto muito importante para o Locutor e para o Comunicador, é a formação profissional. A grande maioria dos colegas não atenta para isso; acredita que, só por gostar de Rádio e ter uma bonita voz, já está pronto. Engano grave; principalmente para a sobrevivência da profissão. A nossa classe perdeu prestígio e credibilidade justamente pelo fato do Locutor não procurar se aprimorar, tanto em termos de emissão da voz, quanto do uso da Língüa Portuguesa e cultura geral. Formação é o que diferencia o profissional do amador. Diferencia em termos de valorização. Existem outros aspectos importantes, tanto para quem quer iniciar a carreira, quanto para aperfeiçoar o desempenho do Locutor profissional. Um grande abraço! agradecimentos Mônica Sampaio
Fonte:
http://www.zarabrasil.com.br/index.php/2007111032/Dicas/Diversas/Para-ser-Locutor.html
Em breve Rádio News na rede - A rádio que toca o que você quer ouvir

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ninguém faz nada de diferente

Uma coisa que me deixa intrigado.
Hoje princípio de século 21 a maioria das rádios, principalmente as do interior, não fazem nada de diferente. As rádios AM fazem a mesma programação a mais de 50 anos não importando o que as pessoas fazem, o dinamismo da vida diária, a correria e as inovações tecnológicas como internet e nada disso adianta para que façam algo de diferente. Mas o que realmente me intriga são as rádios em frequência modulada, estão copiando exatamente o que as AM fazem nesses mais de 50 anos, ou seja, deu 16 horas noventa e nove porcento delas fazem a mesma programação. O que se percebe é que não existe ideias novas, parece que realmente é bem mais fácil copiar do que inovar. O comodismo parece ser mais confortável. Não estou aqui querendo radicalizar não! Longe de mim! Até porque alguém pode dizer que estou querendo banir o gênero sertanejo do rádio, o que seria loucura de minha parte. Ponha esse seu cérebro para funcionar! Pense! Você já parou para analisar que tem uma fatia da população que não ouve rádio? Por exemplo os profissionais liberais, aqueles formadores de opinião, de poder aquisitivo médio-alto como dentistas, engenheiros, médicos, arquitetos, professores, ...sem falar nos escritorios, algumas lojas, consultórios e algumas repartições públicas onde você entra e não ouve som nenhum de rádio nenhuma. Já parou para pensar porque a sua rádio não está tocando para essas pessoas? Eu sei. Você não está sendo diferente pois está na mesmice a maria vai com as outras. Não me venha dizer que tem muito dinheiro envolvido e que a mídia poderosa, a televisão, impõe às pessoas esse ou aquele gênero. Sabe o que acho? Acho que você diretor de rádio não tem criatividade e se acovarda. Pegue isso tudo que a poderosa mídia enfia boca abaixo remanofature e faça algo diferente. Como fazer?! Pense! Você é um ser inteligente, use seus neurônios? ...claro, se você quiser conquistar esse grupo de pessoas, essa fatia de mercado, que não ouve rádio, ou melhor que não ouve sua rádio, grupo esse de poder de compra mais elevado e o mais importante, formadores de opinião. Se brincar tem alguém assim bem aí do lado de sua casa e até mesmo do lado de sua rádio e indo um pouco mais além, essas pessoas podem até detestar sua rádio. Pense meu amigo diretor, Pense!!! Ou você quer que eu lhe mostre o caminho? Um abraço.

domingo, 21 de outubro de 2007

O Começo

Desde menino sou radialista não como profissional, mas sim de coração, e meu grande sonho era ter meu próprio rádio de pilha para poder ouvir minhas rádios favoritas. Enquanto esse sonho não era possível ser realizado ficava prestando atenção no que saia do rádio de meu pai, um rádio portátil Motorádio daqueles pretinho com seis faixas de ondas AM (amplitude modulada), OC (ondas curtas) e OT (onda tropical) na época nem imaginava o que seria FM (frequência modulada), mas o que saia do rádio portátil de meu pai? A turma da Maré Mansa e o programa Moraes Sarmento que se não me engano era aos domingos a noite.
Tempos depois já adolescente, fui trabalhar em um laboratório de próteses dentárias e para minha felicidade tinha lá um dos primeiros rádios transistorizados e meu passatempo favorito nas horas de folga era ouvir esse rádio. Nele eu ficava passeando ouvindo as Rádios Aparecida, Bandeirantes, Record, Clube de Curitiba, Guaíba, Gaúcha, Rádio Nacional a antiga Excelsior que hoje já não existe mais se tornando Rádio CBN (Central Brasileira de Notícias) entre tantas outras. Nesse tempo, como minha mãe é evangélica, me lembro bem de vê-la ouvindo a Rádio Universo de Curitiba e o programa Mateus Yensen.
O tempo foi passando e meu fascínio pelo rádio era cada dia mais crescente, foi quando nos mudamos para pequena e pacata cidade de Santa Fé do Sul – SP onde consegui realizar meu grande sonho, ter meu próprio rádio portátil. Era um rádio Philips de três faixas AM e OC e por causa desse rádio eu vivia brigando com meu irmão porque quando chegava em casa a tarde do trabalho procurava meu rádio para ouvir meus programas favoritos lá estava meu irmão ouvindo futebol pela Rádio Globo do Rio de Janeiro que sem muita discussão tomava de suas mãos e lá estava eu navegando pelas ondas médias e curtas do rádio, foi quando ouvi pela primeira vez a antiga Mundial do Rio de Janeiro a Mundi Jóvem 860. Que felicidade ouvir Robson Alencar, Humberto Campos entre outros com uma programação musical ao meu gosto sem essa gritaria de hoje pois era exatamente o que queria ouvir de uma rádio.
Nesse tempo comecei a me despertar para trabalhar no rádio, mas não consegui devido não ter nenhuma noção do que era a prática de ser radialista a não ser um apaixonado radioescuta. Nessa época, começo década de oitenta, fui morar na cidade de São Paulo na tentativa de arrumar trabalho já que no interior numa cidade pequena a coisa era muito difícil, com essa mudança para a capital paulista minha paixão pelo rádio só aumentou devido as inúmeras opções principalmente das rádios em freqüência modulada como Rádio Cidade, Bandeirantes FM (Band Fm), Antena 1, Jovem Pan, Transamérica FM, Gazeta ... e tantas outras o que era para mim uma delícia ouvir tanto que me doía ter que sair e deixar o rádio sozinho abandonado num canto da sala.
Logo depois fui morar no interior do estado na cidade de São José do Rio Preto onde de fato procurei trabalho numa Rádio da cidade, uma das primeiras rádios em fm da região, a Rádio Stério Show FM, o que foi decepcionante porque lá me disseram que para ser radialista eu teria que fazer um curso de radialismo na Faculdade Anhembi Morumbi em São Paulo, mas como fazer tal curso? Com que dinheiro? Eu um rapaz pobre e sem recursos! Voltei para o estado de Goiás na cidade de Jataí onde tudo havia começado cidade essa que hoje conta com uma população em torno dos 90 mil habitantes com sete emissoras de rádio sendo quatro FMs, uma AM e duas Web Rádio.
Agora sim comecei de fato minha carreira de radialista o ano era 1988 na querida Rádio Difusora AM onde comecei como radioescuta (função já extinta), recepcionista, operador de áudio e operador de transmissor. Logo depois, já no início dos anos 90 fui convidado a participar e integrar a diretoria da Fundação Rádio Educacional de Jataí como Diretor de Radiodifusão lutando para instalaçao de uma rádio educativa, Mundial FM hoje Transamérica, onde passei pelo departamento comercial e produção, apresentação e produção dos programas Freqüência de Classe, Estação Rural e Mundi News, por fim diretor artístico da emissora com registro profissional no DRT nº 2.388.
Nesse período fui convidado a criar a Associação Cidadã de Jataí com propósito de conseguir o primeiro canal de Rádio Comunitária da cidade o que não foi possível devido a situação das rádios comunitárias no Brasil estarem ainda gatinhando e muito conturbadas, mas isso não me impediu de deixar a Associação Cidadã de Jataí pronta para tal propósito.
Algum tempo depois eu e mais um grupo de amigos criamos a ACECS – Associação Comunitária Ecológica e Comunicação Social de Jataí também com a mesma finalidade, uma rádio comunitária veículo esse que nessa época já estava regulamentado, mas não tivemos a sorte de sermos agraciados com o canal porque quando entramos com a paelada já estava a nossa frente uma outra associação criada e defendida por um deputado federal.
Passado tudo isso meu sonho agora era fazer rádio de uma maneira em que eu acreditava ser possível dentro de minhas convicções sem burocracias e com liberdade assim vi na internet essa possibilidade a criação da primeira web rádio do centro-oeste brasileiro a Rádio Line, hoje Rádio Jataí News (Rádio News) onde sou o proprietário, diretor, relações públicas, repórter, produtor, discotecário e apresentador. Um fato interessante nessa altura era o Programa Transatlântico de segunda a sexta a partir das 13 horas (Brasília) sendo retransmitido para Portugal através da Rádio Idéias de Portugal em rede e ao vivo graças a tecnologia do streaming de áudio e a internet.
A Rádio Line (Rádio News) já está no ar há mais de 3 anos, infelizmente com muita dificuldade devido a falta de credibilidade por parte do anunciante em relação a esse novíssimo veículo. Apesar de meus 47 anos de idade me sinto jovem e com muita vontade de aprender. Meus conhecimentos ainda não são suficientes, pois acredito que ser radialista é ser aprendiz um aprendizado diário querendo mais, muito mais, poder contribuir através de trocas de experiências e ideias com colegas profissionais pois acredito nesse veículo chamado RÁDIO que fascina, informa, entretem, promove a amizade e forma opinião.


Gideone Rosa
gideone@gmail.com